Brique da Redenção

O Brique da Redenção é uma feira semanal a céu aberto, que funciona a cada domingo no canteiro central da avenida José Bonifacio. Se estende desde a Avenida Osvaldo Aranha até a Avenida João Pessoa, com espaços iguais para 300 expositores distribuídos em quatro setores por atividade produtiva, sendo artesanato – 180 expositores, artistas plásticos –  40 expositores, antiquários – 70 expositores e 10 espaços para alimentos.

A feira começou a funcionar  em 1978, acima do Parque Farroupilha. Desde 1982, funciona no canteiro central da Avenida José Bonifácio. Por se tratar de um espaço público, os expositores criaram um Regulamento Interno, aprovado e publicado pelo departamento Jurídico do Município de Porto Alegre. As regras criadas são fiscalizadas pelas Comissões Deliberativas de cada setor da feira, a cada domingo, e julgadas em reuniões mensais junto a Secretaria Municipal de Indústria e Comercio. As Comissões são eleitas em Assembleia Geral Ordinária anual.

Brique Cultural. O objetivo da feira além de, criar e manter um espaço para produtores artesãos e artistas, assim como antiquários e diferentes propostas gastronômicas, é também demonstrar cidadania; propiciando um ambiente de convívio e paz. Desta maneira, ao longo da história o Brique da Redenção, como foi batizado pela população, sobrepassa os limites da feira dando lugar a inusitadas parcerias. Como o exemplo, dos artistas de rua, das mais diversas vertentes e manifestações populares que consagram o convívio democrático. Por sua importância no contexto cultural da cidade, em 2005 foi sancionada a lei que declara o Brique da Redenção Patrimônio Cultural do Estado.

O Brique da Redenção pode ser visto sob vários ângulos. O olhar apressado de alguns pode caracterizá-lo como a tradicional feira que acontece todos domingos na extensão da Avenida José Bonifácio, junto ao Parque Farroupilha, em Porto Alegre. Já outros olhares enxergam no Brique a oportunidade ideal para o passeio dominical com a família, para rever amigos e saborear o tradicional chimarrão. Há quem simplesmente quer estar no Brique, cercado por uma aura mística que reune pessoas de todas as classes e crenças para desfrutar momentos de convivência. Todos os olhares estão alí. Até os curiosos vão ao brique à espera do inesperado.

O Brique parece sempre igual, mas sempre há algo de novo capaz de surpreender os visitantes. O Brique tem história, mas acima de tudo é arte,  cultura. É a expressão das raízes e da tradição gaúcha manifestada nas obras de centenas de artistas. O Brique é um pouco de tudo e sempre um mistério a ser desvendado.